A MOBILIDADE URBANA DO RIO JANEIRO

A história dos meios de transporte do Rio de Janeiro, reflete no desenvolvimento socioeconômico da cidade. Então, até as primeiras décadas dos anos 1800, o meio mais utilizado no Rio de Janeiro para percorrer longas distâncias eram os barcos. Dessa forma, havia locais para atracação de embarcações por toda a Baía de Guanabara, a exemplo de Inhaúma, Penha, Glória, Botafogo, Caju, São Cristóvão e Ilha do Governador, entre outros.

Antes de tudo, a montaria a cavalo, as charretes e os carros de boi também eram usados regularmente, principalmente no interior da cidade, onde não tinha acesso à Baía de Guanabara. Além disso, no Centro, muitas carroças também eram utilizadas para fazer o serviço de carga.

Por outro lado, com a chegada da Corte portuguesa ao Rio no ano de 1808, a cidade começou a se desenvolver. Desse modo, a demanda por um sistema de transporte público, com horários regulares, que melhorasse a mobilidade urbana, passou a ser cada vez mais necessário. Então, iniciou a modernização no transporte da cidade.

A princípio, o primeiro ônibus a chegar ao Rio de Janeiro foi em 1837. Era composto por quatro rodas e dois andares. Além disso, era puxado por quatro animais e podia levar até 23 passageiros. Os trajetos eram entre a Praça Tiradentes e os bairros de Botafogo, Tijuca (Engenho Velho) e São Cristóvão. Entretanto, com a chegada dos bondes deixou de circular pelo Centro.

Atualmente, a quantidade de linhas de ônibus é diversa, fazendo os mais variados itinerários. Dentre as opções de transporte público no Rio de Janeiro, sem dúvidas é a mais utilizada. De fato, está presente em todos os bairros da cidade.

Os trens foram o primeiro transporte de massa do Rio de Janeiro. Desse modo, o trajeto inaugural da Estrada de Ferro D. Pedro II ocorreu em 1858, entre a Estação da Aclamação, que atualmente é a estação Central do Brasil, e Queimados, com transporte de cargas e passageiros. Além disso, no mesmo ano também foram inauguradas as estações Engenho Novo e Cascadura e, nos anos subsequentes, várias outras entraram em operação.

Em 1892, os primeiros bondes elétricos entraram em circulação na cidade. É evidente que eram baratos e bem mais rápidos que os bondes puxados por tração animal. Desse modo, ao longo dos anos, foram instaladas uma infinidade de linhas que passavam por todas as zonas da cidade.

Alguns bairros cariocas eram servidos por várias delas. Entretanto, na década de 60, os bondes começaram a sair de circulação da cidade. Atualmente, eles circulam apenas pelo bairro de Santa Teresa.

No século XX, o Rio Janeiro ganhou modais mais modernos, como o Metrô. Dessa forma, a inauguração das primeiras estações da Linha 1 ocorreram em 1979, ligando a Glória até a Praça XI. Bem como, com a expansão do trajeto para novos bairros e com o início da operação da Linha 2, em 1984, o transporte de massas do Rio de Janeiro foi revolucionado. Além disso, já no século XXI a Linha 4 foi inaugurada, no ano de 2016, levando o metrô até a Barra da Tijuca.

O BRT foi introduzido em 2012, com o objetivo de promover um meio de transporte de massa mais sustentável. Além disso, faz parte de uma reformulação na mobilidade urbana das zonas norte e oeste. De fato, trata-se de um ônibus de grande capacidade, com dois módulos, que opera em faixas segregadas na superfície.

Com inspiração nos clássicos bondes e inaugurado em 2016, o VLT circula pelo Centro, conectando os diversos pontos de chegada à região. O projeto foi criado para reduzir a quantidade de carros e de veículos na região central. Dessa forma, promovendo uma forma de locomoção mais sustentável na cidade.

As barcas  remetem aos tradicionais barcos que circulavam na Baía de Guanabara no Rio no passado. Elas partem da Praça XV, no centro, em direção a Niterói. De fato, é usual para quem não quer enfrentar o engarrafamento caótico da ponte Rio Niterói.

Por outro lado, as vans são transportes alternativos, que são muito utilizadas por moradores da zona norte e oeste da cidade. Dessa forma, eles servem de apoio aos outros transportes públicos. De fato, as vans se juntam aos táxis, carros de aplicativos e moto táxis para servirem como opção para a população.

Com certeza, existem bairros com melhores infraestruturas de transporte, com variedade e qualidade dos meios. Por exemplo, o Leblon, que é o m2 mais valorizado do Rio, tem uma ótima malha de transporte à disposição dos moradores dos inúmeros condomínios da região. Então, morar em um dos Apartamentos Areia Leblon será um privilégio. De fato, o lançamento é muito aguardado pelo mercado imobiliário, pois o empreendimento fica na Avenida Bartolomeu Mitre, uma importante via do Leblon.

ATERRO DO FLAMENGO: MAIOR PARQUE URBANO À BEIRA MAR DO MUNDO

A cidade do Rio de Janeiro nas décadas de 1950 e 1960 passou por inúmeras transformações urbanas. Foi considerado por estudiosos que o marco paisagístico do período foi o Aterro do Flamengo. Onde, uma área construída sobre aterros sucessivos realizados na Baía de Guanabara. O local, que se estende do Aeroporto Santos Dumont ao início da Praia do Flamengo, abriga o Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, que dá nome ao complexo de lazer carioca.

 

O maior parque urbano público do Rio foi idealizado pela arquiteta autodidata Maria Carlota Costallat de Macedo Soares (1910-1967), que buscava criar  um parque  não convencional, com fontes, bancos, bustos de celebridades e playgrounds. Em sua ideia de parque estava implícita a tarefa de contribuir para a melhoria da qualidade de vida, aproximando os cidadãos da cidade.

 

A ideia inserida no projeto era a de criar um parque livre, que não fosse sobrecarregado de equipamentos, com amplos espaços, sem indicação de atividades pré-definidas, sugerindo a sensação de liberdade. Assim, os usuários aproveitam as áreas de lazer da forma que escolhessem.

Um grande desafio era que o projeto, se integrasse um circuito que organizasse o tráfego de veículos (entre a Zona Sul e o Centro) sem que a área perdesse sua identidade. O projeto também deveria integrar os equipamentos urbanos já existentes, como o Aeroporto Santos Dumont, de 1944, e o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra (mais conhecido como Monumento aos Pracinhas), inaugurado em 1960.

 

O projeto foi feito e planejado com uma grande equipe, que abrangia diversas áreas. A parte ligada ao tráfego e infraestrutura foi assinada pelos arquitetos Affonso Eduardo Reidy, Sérgio Wladimir Bernardes e Jorge Machado Moreira (1904-1992). O paisagismo foi projeto do  paisagista Roberto Burle Marx, com a do botânico Luiz Emygdio de Mello Filho.

 

O Aterro foi construído a partir do material de desmonte do Morro de Santo Antônio, sendo necessário intervir em parte da orla do Flamengo para a realização da obra completa. O local, com uma praia bastante frequentada por banhistas, integrou-se à paisagem tornando-se também uma de suas atrações. 

O Parque foi inaugurado em 1965, com a configuração que conhecemos, medindo 1,2 milhão de metros quadrados. Mais conhecido como Parque do Flamengo, o Aterro confirma uma tradição carioca de sempre buscar unir a natureza existente com importantes espaços verdes construídos pelo homem. 

 

 Flamengo é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e abriga atrações como o Museu de Arte Moderna (MAM), a Marina da Glória, o Monumento a Estácio de Sá e o Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, que dá o nome oficial ao complexo.

 

O MAM, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro é uma das mais importantes instituições culturais do Brasil. Localiza-se na cidade do Rio de Janeiro, no Parque do Flamengo, entre o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial e o Aeroporto Santos Dumont, próximo ao centro histórico do Rio.

 

Um lugar no bairro da Glória que abriga diversos eventos culturais é  Marina da Glória. Ela conta com o espaço perfeito para a realização de feiras, shows e convenções de alto padrão. Totalmente modernizada, a Marina foi transformada numa instalação arquitetônica multifuncional capaz de sediar qualquer tipo e tamanho de evento, nacional ou internacional.

 

Vizinha ao parque, a Marina da Glória conta com o espaço perfeito para a realização de feiras, shows e convenções de alto padrão. Totalmente modernizada, a Marina foi transformada numa instalação arquitetônica multifuncional capaz de sediar qualquer tipo e tamanho de evento, nacional ou internacional.

Seus visitantes desfrutam de uma das mais belas paisagens do Rio de Janeiro, com vista privilegiada do Pão de Açúcar, Cristo Redentor e da Baía de Guanabara. Além disso, passar pela Marina é uma excelente oportunidade de ver belíssimos iates, lanchas e barcos.

Os moradores do bairro da Glória são um  dos mais privilegiados por serem vizinhos do Parque do Flamengo. Há muitos condomínios por lá, entre eles estará o lançamento Gloria Del Art Co Living, que é um dos mais aguardados do mercado imobiliário carioca, um condomínio moderno e sustentável. Localizado na Rua Russel, fica nos arredores da Marina da Glória.

 

 Enfim, o Aterro do Flamengo é considerado o maior parque urbano do mundo à beira mar. O que não falta são opções de lazer no parque, piqueniques, prática de esportes, caminhada, são uma das muitas atividades que esse belo local pode oferecer.